Santa Catarina alcançou um feito inédito na segurança pública ao registrar apenas 22 homicídios em maio de 2026, o menor índice para o mês desde o início da série histórica em 2008. Este número representa uma expressiva redução de 42,1% em comparação com maio de 2025, quando foram contabilizados 38 casos, consolidando uma tendência de queda na violência letal no estado.

O desempenho se torna ainda mais notável ao ser comparado com períodos anteriores de maior incidência. Em maio de 2017, o estado registrou 90 homicídios, o que significa que, em 2026, o número de casos foi inferior a um quarto do registrado naquele ano, uma redução de 75,6%.

O governador Jorginho Mello ressaltou que o resultado é ainda mais expressivo considerando o crescimento populacional de Santa Catarina, que aumentou de cerca de 6 milhões em 2008 para mais de 8 milhões de habitantes atualmente. "Mesmo com um número maior de pessoas vivendo, trabalhando e circulando em Santa Catarina, conseguimos preservar a tendência de redução das mortes violentas. Isso é resultado do comprometimento permanente das nossas forças de segurança e dos investimentos realizados pelo Estado", afirmou o governador.

O secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Flávio Graff, atribuiu o êxito ao planejamento estratégico, à integração institucional e ao aperfeiçoamento das ações de prevenção e combate à criminalidade. "Trata-se de um indicador que evidencia o fortalecimento das políticas públicas de segurança e a permanente busca pela preservação da vida", destacou.

No cenário nacional, Santa Catarina se consolida como referência, liderando o ranking de estados com as menores taxas de homicídios estimados por 100 mil habitantes, com 8,8. O Distrito Federal e São Paulo aparecem em seguida. A capital, Florianópolis, também se destaca, figurando como a capital com a menor taxa de homicídios estimados por 100 mil habitantes (9,7). Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, Jaraguá do Sul obteve a primeira colocação nacional com uma taxa de apenas 2,0 homicídios estimados por 100 mil habitantes, seguido por Brusque (2,6).