Um monitoramento recente realizado pela Prefeitura de Jaraguá do Sul, através do Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, indicou uma diminuição significativa na incidência do Aedes aegypti, o vetor responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Este resultado positivo é atribuído diretamente às estratégias de combate implementadas pelo município, com destaque para a instalação de armadilhas ovitrampas, que começaram a ser utilizadas em fevereiro deste ano.
Atualmente, Jaraguá do Sul dispõe de 481 ovitrampas estrategicamente distribuídas em seu território. Esses dispositivos são fundamentais para identificar as áreas com maior probabilidade de infestação do mosquito, permitindo que os Agentes de Combate a Endemias direcionem suas ações de forma mais eficiente. Isso inclui desde inspeções detalhadas e a eliminação de possíveis criadouros até a realização de bloqueios de transmissão e campanhas educativas voltadas à conscientização da população sobre a importância da prevenção.
O esforço conjunto para o controle do Aedes aegypti também conta com o valioso apoio dos Agentes Comunitários de Saúde, que intensificam as orientações e o alerta à comunidade durante suas visitas domiciliares. Adicionalmente, a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) tem sido empregada em imóveis considerados de alta circulação ou importância estratégica, como escolas, unidades de saúde, terminais de transporte, praças, museus e a Arena Jaraguá, visando interromper o ciclo de vida do mosquito em locais chave.
Os dados mais recentes da Secretaria Municipal de Saúde revelam que Jaraguá do Sul notificou 1.242 casos de dengue, com 26 confirmações até o momento, além de 14 casos ainda em fase de investigação. Diante desse cenário, as autoridades sanitárias enfatizam que, apesar da redução observada na presença do mosquito, a vigilância e os cuidados por parte da população devem ser mantidos de forma contínua ao longo do ano. A eliminação de recipientes que possam acumular água parada e a comunicação de potenciais focos do mosquito aos órgãos competentes permanecem como medidas essenciais para evitar a proliferação da dengue e outras arboviroses.

