Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, consolida sua reputação como um dos melhores municípios do Brasil, celebrando seus 150 anos com destaque nacional, especialmente em segurança pública. Ao longo das últimas décadas, a cidade desenvolveu um modelo eficaz de segurança baseado em prevenção, planejamento estratégico e uma forte integração entre as diversas instituições responsáveis pela ordem pública, tornando-se um exemplo para o restante do país.

Um dos mais recentes e significativos reconhecimentos veio com o Atlas da Violência, divulgado em 2026 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A pesquisa, que utilizou dados de 2024, apontou Jaraguá do Sul como a cidade brasileira mais segura entre os municípios com população superior a 100 mil habitantes. O levantamento registrou uma taxa de apenas 2,0 homicídios por cada 100 mil habitantes, um índice notavelmente inferior à média nacional.

O Atlas da Violência é uma publicação de referência no Brasil para a análise da criminalidade, compilando dados oficiais do Ministério da Saúde, como o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Em 2026, Jaraguá do Sul liderou o ranking entre as cidades de grande porte, seguida por Brusque (SC), Santa Bárbara d’Oeste (SP), Lavras (MG) e Bragança Paulista (SP). Este resultado contrasta fortemente com o cenário nacional, onde a média de homicídios por 100 mil habitantes atingiu 20 naquele mesmo período, com um total de 42.590 mortes registradas.

O sucesso de Jaraguá do Sul não é um acaso, mas o fruto de um esforço contínuo e multifacetado. À medida que a cidade experimentou crescimento econômico e populacional, investiu paralelamente no fortalecimento de suas políticas públicas de segurança. Isso incluiu a adoção de novas tecnologias, aprimoramento do monitoramento, desenvolvimento de inteligência policial e a promoção de uma colaboração estreita entre as diferentes forças de segurança. Além da repressão e combate à criminalidade, a cidade cultivou uma cultura de prevenção, integrando o planejamento urbano, a infraestrutura e ações comunitárias para criar um ambiente mais seguro e organizado, permitindo que o desenvolvimento econômico caminhasse lado a lado com a manutenção de baixos índices de violência, um feito raro no contexto brasileiro.