Uma clínica credenciada para prestar serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS) no município de Jaraguá do Sul, localizado no Norte de Santa Catarina, foi identificada pela própria prefeitura como responsável por receber indevidamente mais de R$ 607 mil. A irregularidade consiste no faturamento de atendimentos que, segundo a auditoria municipal, não foram efetivamente realizados.

As apurações, que englobaram o período entre fevereiro e outubro de 2025, foram deflagradas após a prefeitura constatar discrepâncias significativas no faturamento apresentado pela clínica no sistema municipal de saúde. Diante da constatação das irregularidades, o município advertiu formalmente a empresa prestadora de serviços.

No entanto, em uma decisão visando garantir a continuidade dos cuidados essenciais, a prefeitura optou por manter o contrato com a clínica. A medida visa assegurar que cerca de 800 crianças e pacientes com autismo, que dependem dos tratamentos oferecidos, não sofram interrupções nos seus processos terapêuticos.

Apesar da decisão de manter os serviços ativos, a clínica foi notificada sobre a necessidade de ressarcir os cofres públicos no valor total de R$ 607 mil, correspondente aos atendimentos não comprovados. O caso levanta questões sobre a fiscalização de contratos públicos e a importância de mecanismos rigorosos para evitar o desvio de recursos destinados à saúde.